CRISÁLIDA II

CURADOR


Numa fantasmagórica planície,
O galho carcomido e retorcido
Foi ventre para aquilo não-nascido
Aberração aberrante - eu não te disse?
Era um casulo! E caso alguém o abrisse
Veria um Ser, nem curto, nem comprido
Descolorido? Não, nem colorido,
E se assustado alguém, veloz, fugisse
Não acharia a saída desses campos
Com bandos de desformas milenares
Contidos no valsar triste dos anos
Que, vendo viva vítima, nos ares
Espalham-se, Crisálidas e prantos
E Incensos derretidos dos altares.


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