FEBRIS VIAGENS
CURADOR
Quando nos encontramos em febris
Momentos que despreza a fria Mente,
Sentimos o Mistério, ardor, rubis,
Adejando na fronte docemente;
Súbitas, as imagens nos projetam
A fronte multicor dessas paisagens,
E em múltiplos cantares introjetam
Na mente os rodopios de voragens!
E tanto em sarcófago escondido,
E boreais florestas, fundos mares,
Desertos de vermelhos Céus aflitos,
O reflexo incide dos Cantares!,
Até mesmo no abstrato, nos pináculos
Prateados, acessíveis só por portas
De Luas fraturadas, baços básculos,
Inflingindo na Lira canções mortas,
Não sejam maculados os poderes
De oníricas potências imprimidas
Na âmbar névoa provada pelos seres
A quem agraciaram, inauditas,
e Tolos metafísicos, pois vede:
Há mais do que decifram os Sentidos,
Bem além destas câmaras, paredes
Há o Desconhecido inda a ser sentido!