A LUTA
MARTINS REX
Lutar? Mas que palavra interessante!
Não são muitos que podem defini-la,
Paragon não consegue, entrou na fila,
Pois sou eu quem canta a Luta; sou importante.
A Luta é a força vária da Vontade,
O vermelho pináculo da Audácia,
A luta se transforma em Perspicácia
Brilhando como o ardente Sol nos arde!
Mora a Luta fremente no punhal
Do rebelado servo contra o mestre,
Mora a Luta na terra mais campestre,
E no estandarte augusto e imperial!
A Luta é incandescente, vivaz brasa
Sangrando em coração perpetuamente,
A Luta é luz total e tão incidente
Que uma penumbra densa sempr'arrasa!
A Luta é um fugaz hino de Triunfo,
A ânsia da Juventude por frescor,
É desejar roubar o Fogo e o Ardor,
Desafiando até mesmo o Grande, o Uno;
A Luta está presente no Horizonte,
No nascimento pleno e repentino;
A Luta é um artesão semidivino
Lutando pr'erigir sua forte ponte;
A Luta está também no astuto Verbo,
Que, amolado, converte-se em Espada,
O Verbo que anuncia a derrocada
Do reino, da estrutura e cego Credo;
Seja contra moléstias ou sujeitos,
Ou contra sacerdotes, professores,
A Luta sem quaisquer os destemores
É, entre todos, um ato mais perfeito!
E a quem endeusa a Paz de ansiedades,
Das mentiras, das farsas, de Injustiças,
Inda tu rezarás bélicas missas
P'ro Carneiro - maior entre as deidades!