AO SOL

MARTINS REX


Eu que sou louco meu grito alço aos céus!
Nascido deste Mundo degolado,
Eu que não estou correto, nem errado
Sou de Mortes e Crimes cruel réu....

Andei com pensamentos murmurantes,
Senti-me ser tocado pela Flama
Que para si os rebeldes cá conclama,
Renasci! Co'uma aureóla irradiante!

Minha Justiça, então, é bem específica:
É justa por vir d'um soberbo anarca,
E nesta Ordem nojenta é em quem, com faca,
Eu trato de esculpir coisa terrífica!

Vimos já subterrâneos movimentos
Infestarem o Mundo como pragas,
Nebulosos, voz eram de quem brada
Buscando retalhar mortais tormentos!

Ó Balança! Tu pesas corações,
Mas e se um não bater neste meu peito,
E se só de Vitória ele for feito,
Engastado com báquicos canhões?

E bebo vinho em bares de minh'Alma,
Embriagado co'a própria existência,
Total, supremamente, sou potência,
Que os seres revoltados nunca acalma!

Será que estar só posso assim irado?
E nada sai de bom de minha pena,
Será que trago apenas a Geena
Para a mente de quem me há assimilado?

Talvez! Mas incitar quero revolta!
Quero estrépitos loucos e frementes!
Arlequins de azul e negro, decadentes
Caçando na colina a caça morta!


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