AO SOL

MARTINS REX


Escrevam as excelsas profecias
No papel, pergaminho (não me importa),
Esta era dos oráculos jaz morta,
A tais presságios não rendo a Poesia!

Agora, amigo meu, vê a liturgia
Escondida em portais, terríveis portas,
Entre as mortais são as mais rubras das obras
Da pena venenosa - em fogo ardia.

Seja em escuro dia ou talvez tarde,
Retumbará a certeza que é intensa:
Que minha pena fria também arde

E que a matéria desta Prisão densa
Será submetida - disparate! -
A minha sublimada e áurea Presença!


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