O CAVALEIRO
MARTINS REX
Sim! Eu sou renegado cavaleiro,
E se cobre de bruma meu passado,
O bem em mim foi morto, desgraçado,
E agora vago só, como um veleiro;
Tornei-me impiedoso, hábil, certeiro,
E não há homem qu'eu não tenha atacado,
Meu brasão, antes dourado, está manchado
Com sangue, ossos e trevas por inteiro;
Entretanto, até eu mesmo estou na busca
D'um raio de Sol nesta escuridão,
Uma Luz que acalenta e o Mal ofusca;
Porque todos procuram o Perdão,
E nascer da febril, insana e augusta
Chama: o Amor que perfura o Coração!