O SILÊNCIO

MARTINS REX


No silêncio sutil da madrugada,
Quando paira nos ares inquietude,
É bem quando levanto meu alaúde,
Estandarte de sangue, de ouro e prata;
No fogo derramado pela Lua,
Em cascatas vermelho-alaranjadas,
De minhas altitudes vicejadas
Quero roubar a nívea Alma que é tua;
Por um momento breve já me basta -
É bom ser hábil mestre dos segundos,
Segundo por segundo todos mundos
São tomados por esta canção vasta;
E nas últimas linhas, eu termino
O domínio fugaz; mas amplo, infindo.


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