A EMOÇÃO

FRATER PARAGON


Um doce pranto, o pranto da Emoção
Noutro dia aqueceu-me esta alma fria;
A elevados Altares libação
Derramei por amores que vivia...
Tornei-me então elusivo e mais liberto,
Portava o metal denso com leveza,
Porém, saibas que tudo é muito incerto
E em doçura reside uma aspereza;
Estes meus rituais e minhas crenças
Praticadas em velho eremitério,
E também as ciclópicas Presenças
Afetaram-me; assim, tornei-me sério.
Os passados amores vi com raiva,
Este meu lado foi sacrificado;
E digo isso porque quero que saibas
Que, desde então, fui em frente inalterado!
Reconheça-me a Máscara, mas vês
Que Reflexos e Espelhos não tem vez?
Reconheça-me o Verbo, e depois notes
Que são lamentos todos os meus motes?
Estas carmesins pétalas da Rosa
Os espinhos resguardam; é venenosa?


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