O AZUL DAS MANHÃS

FRATER PARAGON


E amo no azul quieto das manhãs
O fato que refletem esta minh'Alma,
Na madrugada, o púrpura e peãs
Deste volume antigo cessam trauma.
E agraciado seja este audaz homem
Que a própria Morte adia, pois deseja
Conhecer os Segredos que lá dormem
Na página onde antiga luz dardeja.
Perseverando contra impiedades,
Ele prossegue quieto - e no silêncio
Uma por uma, encontra estas Cidades
E também os diabos; e outros prêmios.
Desde que assim prossiga, então p'ra sempre
Viverá entre as Esferas, Portões entre.


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