O FANÁTICO
FRATER PARAGON
Tinge-se o Templo em âmbar purulento
E levam os degraus ao fulcro - o Altar,
É um bloco esburacado e odiento
Onde jaz meia-lua e seu luar;
Como se numa prece mais insana,
Fanático devoto jaz curvado,
Em silêncio, sua Alma enfim se inflama:
Com cascatas de sangue é coroado.
Esta Lua embalada em amplos véus
Revela sua espada posta ao chão,
E, recordando estrelas de outros céus,
Ilumina-lhe a túnica o clarão.
Ao fundo, as testemunhas - são as primeiras -
Têm órbitas vazias; são caveiras.