O SILÊNCIO

FRATER PARAGON


Há um silêncio que ecoa pela Noite,
A imensidão da sombra perolada,
É a peleja do Tudo contra o Nada,
É a escuridão rangente, é o roxo açoite;
Minhas palavras são mais que ruído
As Grades elas podem corroer,
Por isto digo: cedam-me os sentidos,
P'ra contemplar a luz do Alvorecerr;
Porque se precipita toda Morte
Um pérfido veneno que em nós arde;
A Vitória virá, mesmo que tarde,
Será a mais perfeita e vera Sorte.
O que lhes falo, vates, é: não temam
Mas perseverem, falem; jamais tremam!


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