UM NOVO DEUS
FRATER PARAGON
Ungindo-se, reacende os arrebóis
Aquele a quem não existem Canções vãs;
Tal luz incide até em ruína atroz,
Destas nascem Princípios e Manhãs...
Colunatas de mármor se colorem
Doce fragrância em ares lá desfralda,
Os metais do passado se corroem,
A Novidade fresca aos olhos salta;
Há-de cair a chuva sobre os Campos,
Livrando verdes mares destas pragas;
E flautas cantarão melífluos cantos
Truncando as sombras tantas como facas...
E nascerá, com a Alma desta Pena
Um novo deus que se ame e que se tema.