A BORBOLETA III
ALEXANDER STAJMEVIT
Por falhar em tomar-lhe a Liberdade,
Recolhi-me e pensei bem longamente
Sobre o que me restava executar
Para obter sucesso.
Pela janela olhava: até lá fora
Eu via a borboleta - ela zombava
De mim com seus ruídos, desesperos,
Queria que eu saísse
E desse-lhe final apropriado
Permitindo que fosse decomposta
Pelo passar das Eras, pela Terra
Onde se deitaria
Com a finalidade de morrer.
Contudo, será mesmo que putrefam
Estes auto-falantes que carrega?
E será que putrefam
Estas asas metálicas e planas?
Oxidam, no máximo; porém
Não dssipam-se como carne ou névoa
E por isso nós temos um problema.
Procurei quaisquer rifles
Mas impedem-nos Leis de deter armas;
E espingardas de chumbo talvez sejam
Bem ineficientes p'ra deitá-la.
Procurei nas gavetas desta estante
Qualquer coisa p'ra usar; um soco-inglês?
Mas adequado não era. Talvez fosse
Necessário armamento mais potente?
E os guinchos não cessavam; quão perversos
Eram. Tão similares aos talheres
Arranhando uma lousa, porém muito
Mais persistentes, frios.
Mas a tela da máquina brilhou:
O Triângulo contra a Borboleta
As seis setas que tinha trasnformaram-se
Em seis flechas azuis para que eu usasse-as
Como prudentes armas,
Pois eram mais capazes de infligir-lhe
Todo tipo de dano que existisse
Para que finalmente se calasse
Como devia mesmo acontecer.
Pegando aquela aljava, preparei-me
Depositando nela minhas flechas.
Agora era o momento de atacar.
Ela se curvaria
E finalmente aquilo que eu visava
(Calá-la para sempre, tão irritante)
Deixaria de ser apenas sonho.