A ESTRELA

ALEXANDER STAJMEVIT


Então, será que de uma estou tão perto?
De uma Estrela que nasce nestes céus
Para me livrar - um triste eremita -
Deste claustro sem fim?

Então, será que agora já é o momento?
Onde abrirei meus olhos e olharei
Não a parede rugosa desta sala,
Mas o aéreo frescor?

Então, será que faço acontecer
O que desejo pela via oculta,
Mesmo quando cai o Dia, então se eleva
Particular princípio?

Então, será que tenho de deter-me
E ouvir alheias súplicas sem mesmo
Ter escolha, e deixar que me conduzam
Ao cruel precipício?

Mas se vi bem acima uma Estrela
E decidi cobri-la com a mão,
Quem há de erguer o dedo e me acusar
De errar ou estar errando?

Eles temem aquilo que possui
A agulha de uma bússola, e que guia
Para terras distantes, muito além
De mares de aço e vidro.

Incomodam-se? Claro que incomodam-se!
Mas não podes fazer nada senão ir
Porque resginar-se é permitir
Que se abatam Começos.


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