OUTROS PEÃS
ALEXANDER STAJMEVIT
Mas amo com a fé de outros peãs
Porque esta permanece na caneta.
Continuo a escrever súplicas sãs
A tinta mancha as linhas; ficam pretas.
Tento tornar-me humano, mas são vãs
As minhas tentativas; e incorretas.
Sinto que sou serpente, e que Satãs
Sirvo sem questionar; ordens incertas.
Por sorte, me defino simplesmente
Pelo fato de ser mesmo indefinível.
Existe alguma dúvida, mas sempre
Percebo que ela some. Intraduzível
É minha mente férrea oxidada,
Que, ainda que assim seja, é imperecível
Pois sempre co'outro sonho é alimentada.