NOME VERDADEIRO: DESCONHECIDO
IDADE: 25 ANOS
ALTURA: 183cm
COR DO CABELO: LOIRO
COR DOS OLHOS: CASTANHO
LOCALIZAÇÃO ATUAL: INDEFINIDA
ANIVERSÁRIO: 15/08
Eu canto a Guerra, a Glória e canto a Vida
Não de Algozes, Impérios ou Nações;
(Fantasmas que me causam borbotões,)
Eu canto, sim, a chama da Anarquia!
Sou General sem Hordas, sem Exércitos
Indo de canto em canto. Valer faço
O sibilar cortante, o fatal Aço,
De modo que só restem rastros fétidos!
Eu sou a Multipotência irradiando
No Rebelde de Verbo penetrante,
Sou a Flecha certa e a Força retumbante
Do amargo menestrel se libertando;
De Martins dei-me o nome; evoca Marte
E suas belicosas Legiões,
Mas, avesso a quaisquer as multidões,
Considero-me Rei, - Rex! - Majestade.
Multipotente! Não estranha quando digo que não sou Rei de fato. Acima de tudo, isso é uma metáfora, forma de dizer como me sinto sobre mim e como me porto ante às situações da Vida. No entanto, pergunta-te: se tenho as capacidades de um e se posso desafiar — e vencer, mais importante das coisas! — todos os que dizem que não sou, por que eu não seria? Por que não tenho Coroa? Por que não tenho Povo?
Ora, mas sabes que isto é mentira! E das grandes, afinal, propagada pela mesma senda contra a qual prego e contra a qual luto — os eleitos desta Ordem decadente. Pois sou membro da Sociedade dos Andarilhos e iniciado no culto do Senhor da Lua Vermelha, a quem procuro espelhar nos atos e no carácter; e minha Coroa é a Coroa da Guerra, a que direciono contra os castradores, os mentirosos, os que procuram privar-nos daquilo que nos é mais caro: a nossa liberdade de reluzir como o Sol, uma Luz verdadeira além da ofuscação barata.
Viajei para lugares muitos, como a Sociedade de mim espera (espera, não exige, pois pouco me importo com exigências); conheci diversos sujeitos, derrubei diversos tiranos, enalteci diversas Potências — e também fui enaltecido por muitos. Além dos feitiços que tenho e que não receio em utilizar, carrego comigo minha querida escopeta de cano serrado; quantos crânios esta já explodiu, tu até perderias a conta... todos com razão, claramente. Nâo é de meu feitio a psicopatia, embora tudo pareça dizer o contrário. De um transtorno, se me forçares a escolher, dá-me o Narcisismo.
Se exagero? É claro que exagero; não existe Vida feliz sem exageros de comportamento, pois viver é não moderar-se nas fúrias ou paixões; é rejeitar o Caminho do Meio em favor do Caminho dos Extremos. E sou extremista — podendo parecer calmo, minha Alma jamais deixará de fervilhar com o ódio que sinto em relação ao que ocorreu comigo; e não só comigo, mas também com todos os outros despossuídos da própria natureza, inconscientes do próprio Dever, cegos à própria grandeza. E se assim já fui num passado distante — ou não tão distante, requer-se sinceridade — garanto que não o serei mais.
Embora o Curador tenha pedido para que eu compartilhasse meus poemas, faço e escrevo muito mais que isto; hei de liberar aos poucos o acervo mais particular, conforme este requisitar-me. É claro que também tenho passatempos; e digo-te que a escrita para mim não é necessariamente um, sendo mais como função ou necessidade. Gosto de correr — com um automóvel, obviamente — e jogo boliche. A leitura também toma meu tempo, embora a produção a exceda em muito, pois mais prefiro cultivar o hábito da atividade do que o hábito da receptividade.
O motivo pelo qual contribuo para Aldernea é porque o Curador, seja lá como, convenceu-me de seus planos; convenceu-me que isto aqui tinha futuro, e sinto que devo acreditar em suas palavras — podem ser inocentes, mas são genuínas. Afinal, embora ele ainda não seja Multipotente como sei que és (e sei que assim o és porque me lês! Maior sinal de que te elevas aos pináculos...), está no caminho, e, precisamente porque está no caminho, merece amparo.
Para fornecer breve explicação de meu símbolo, é visivelmente um A de anarquia — única das ideolgias que não desprezo, com apreço especial pela vertente individualista — trespassado horizontalmente por espada, com um Olho em seu topo (o Terceiro Olho, a consciência elevada e perceptiva daquele que exerce-se com vigor) e com círculo maior envolvendo-o, tipo de mira; pois é isto que devemos mirar e buscar.