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MARTINS REX


Precisas de uma Força magistral -
(Ouvi um grito a clamar pelo conflito),
Um Grito de Vingança, um Grito aflito,
E eis que minha entrada faço, triunfal!

Paragon está certo; que surpresa!
Sob minha tutela, aprendererás
A canalizar o Ódio, e criarás
Satânica e vermelha correnteza!

Pois chegaram tão longe! Iguais a ti,
Mas foram destroçados pelas Lanças;
Não eram nem Leões e nem Crianças,
Nem Raposas qu'em fábulas eu li.

Enfrenta eles de frente, sem ter medo!
Vês que não são somente simples guardas?
E não portam somente as alabardas
Ele são teus Fantasmas, são o Enregelo...

Fecha teus olhos, para, e pensa em tudo
Que contra ti fizeram noutros dias,
Pensavas que p'ra sempre penarias,
Mas teu Sangue não está exposto, desnudo;

Pensa nas cicatrizes das Batalhas,
Que lutaste; e também pensa em derrotas,
Converte toda a raiva em bancarrotas,
Em facas, em machados, em navalhas!

Teu Evangelho será o mortal punhal!
A Deidade será o insano carneiro!
E p'ra algozes, será tão derradeiro
E violento e infame este final!

E pinta as prateleiras com o sangue,
Abre caminho e corta as multidões,
Estraçalha intestinos, corações,
Sente o furor mortal - nunca te canses;

E se o Punhal, de súbito, perder
O corte que possui, - a sua função -
A Estrela Vespertina toma em mãos
Para fazer mais sangue inda verter!


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