XI
MARTINS REX
Fecha teus olhos, para, e pensa em tudo:
Já és vencedora; pois chegaste aqui,
Só não podes parar e desistir
De assaltar, dominar o Império e o Mundo!
Conseguiste romper fatais defesas!
Agora mil soldados desafias,
Mereces que recaiam honrarias
Sobre ti - não sobre esta realeza!
A Coroa é de quem nasce ou merece?
E dá se por Exemplo ou por Destino?
Bem sabes, minha cara, o Desatino
Tudo transforma; o resto só embrutece,
(E não creio em Destino realmente;
Sou insano, de fato; não demente.
Considera-me bruto Paragon!
Está certo, porém está mentindo,
O Triunfo é presente forte e infindo,
Tais comentários não são de bom tom!
E as prateleiras sangram co'os soldados!
Perde-se a formação, nasce um tropel,
Com teu punhal tu vertes negro fel,
E muitos já tombaram, desgraçados;
Certeiro golpe enfim percorre os ares!
Certeiro na intenção, mas não no fato,
Mirou tua cabeça, mas escalpo
Não arrancará; preparas contra-ataques!
O teu punhal transmorfo vira Espada
Negra e azul, recordando algo - um ferrão!
Enfim começará a violação
Do guarda até que reste nesgas, nada;
Outros jazem estáticos de medo!
Assustaste cruéis fantasmas fácil;
O fogo da Beleza é sempre grácil
Selado no mortal sangue e segredo;
Partes em frente e lutas contra o resto!
Os tomos multicor se tingem rubros;
Nos peitos desabrocham os Futuros
De todos venenosos os insetos!
Mas não és inseto, msmo que tua Arma
Faça-te parecer. Tens inda a face
Vulpina que tu ostentas, e no enlace
É muito trapaceira esta tua Alma!
Não serias guerreira mais perfeita?
Ó Raposa! Senhora de arapucas,
Por isto tu escapaste nas tuas buscas,
Porque eram mais espertas tuas feitas!
E pinta as prateleiras com o sangue,
Abre caminho e corta as multidões,
Estraçalha intestinos, corações,
Sente o furor mortal - nunca te canses;
E se o Punhal, de súbito, perder
O corte que possui, - a sua função -
A Estrela Vespertina toma em mãos
Para fazer mais sangue inda verter!