XII

MARTINS REX


Selado no mortal sangue e segredo,
E nos Portões ocultos desta Torre,
(Todo e qualquer soldado dele corre,)
Havia um Verme impuro - a Morte e o Medo.

Tal criatura quebra prateleiras
Prosseguindo na tua direção,
Vendo-te, cospe vísceras, e então
Diz que será mais uma entre caveiras.

Os restantes sujeitos perdem a vida,
Triturados por dentes serrilhados,
Os lúgubres guardinhas malfadados
Duas vezes falharam - que pocilga.

Inda tens tua Espada, teu ferrão,
Vontade de seguir em frente agora,
Desafios piores que a demora
Existem, porém tens a solução;

Este Verme é só a síntese dos dias
Antes de declarar-te aventureiro,
É o Princípio cruel e derradeiro
Do que nunca pensaram que farias.

Minha Raposa cara, sei que dói
Saber que não saudavam tua Potência,
Eras ferrenha contra a Decadência,
Contra o que paralisa e o que destrói;

O Verme serpenteia e em ti provoca
Medo; paralisada enfim tu ficas,
Mas tenho a melhor entre essas tais dicas;
Afirma este teu brilho; enfrenta a cova.

Sob o Sol insurgente e trapaceiro
Derramado dos céus como mensagens,
Provocador de Símbolos e Imagens,
Unes sagacidade co'o Carneiro;

Em vermelho e dourado tu renasces!
E teu laranja torna-se mais forte!
Alcanças magistral, único porte,
Tornando-se Raposa de mil faces!

Contra ti o verme investe, violento,
Com centenas de patas e mais dentes,
Caem as prateleiras resistentes,
Mas desvias - tão ou mais leve que o Vento!

Não mais o ferrão tens como utensílio,
Este se reformou num Caduceu -
O teu Mundo e teu Símbolo é só teu,
Tal qual o merecido e doce idílio;

Pois a trapaça é cousa para o Bem
Que vem desafiar a tirania!
Que vem legar calor à Terra fria,
E que nunca deveu nada a ninguém!

Só um toque das serpentes enlaçadas
Desestabilizou essa criatura;
Grunhindo, retornou à tal treva impura
P'ra ser a companhia de monarcas.

Encaras a bagunça sanguinária
Que se instaurou depois do árduo combate,
Estás certa, pois mesmo que tu mates,
Eles que iniciaram tal batalha!

O local está em pedaços, mas venceste!
E agora vais pilhar o que desejas;
Esperança profunda tu vicejas,
Tendo despedaçado a cruel Peste!


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