III

ALEXANDER STAJMEVIT


E a máscara vulpina de mil cores
Deverás carregar em tua Face,
Sem pretensões de Herói, pois és Bandido,
Noite adentro escapando dos captores,
Um sorriso estampado nos teus lábios,
Sabendo bem que estás mais que correto,
Embora não aos olhos insensíveis,
Incapazes de verem mais que o Cinza.
Não tens medo de errar,
Pois, afinal de contas, tu nem erras -
A chama da tua Alma guia os passos,
Co'eles não ocorre o mesmo, pois são crassos.
E quais são estas riquezas
Que tomas para ti
Pisoteando a Lei
Mas sem provocar Guerra de tolices?
Estas são a deste Solo vrdejante,
E também o triângulo que no Ar
Traça uma trajetória imprevisível,
Triângulo purpúreo,
Que consiste somente de uma parte
Da Torre, que procura-te e te guia,
Sabendo que mereces mais que todos
Os que de fato tentam comandá-la.
Então, Bandido, vê:
Por mais que tu não sejas
Cavaleiro de capa radiante
Cruzando uma floresta tão arredia,
Inda tens heroísmo vivo em ti;
De quais cantos vem ele?
De outra ruína sacra?
Ou das cordas de um louco menestrel?
Pois quando ele dedilha um Alaúde
Lendas fazem-se Sangue, e o Sangue corre
Até chegar na taça que tu bebes
Uma dionisíaca ambrosia
Que há de auxiliar-te
A roubar a Coroa para ti.


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