II
ALEXANDER STAJMEVIT
Elas nos conduziam à tal Torre,
Estas formas escritas nas paredes,
Criadas co'a poeira das Estrelas,
Que foram conduzidas pelo Vento,
Que foram espalhadas pelo Vento,
Tornando-se, por fim,
Algo que nos recorda
Do fato que sabemos
De muito pouco. Então,
Nossas mentes se tornam tão repletas
De cálices com néctares que têm
Coloração brilhante como um Ouro
Perdido e bem depois reencontrado e
Neste recipiente armazenado,
Só esperando por lábios que lhe sorvam
A essência e o decifrem.
Sentes-te obcecado?
E tua obsessão não te conduz
Para a Forma que anseias por prender
Nesta estrutura vaga que é um Sonho?
Pois a Torre é capaz de ser maligna,
Mas pode fornecer-te o bem Supremo.
Se queres as Potências,
Se queres as Fulgências,
Por que foges da Luz?
Temes que ela revele mais que queres?
Mas eu entendo. Nem todos são capazes
De sustentar esta árdua empreitada
Sem ao menos ganhar as cicatrizes
Talvez tipo distinto
De escritas em paredes,
Mas parecem-se muito esses contextos.
E a Razão da qual falo tão amplamente
Indicará caminho sem respostas -
(A Razão não consiste de Respostas,
Mas das certas Perguntas
Para trazer-te próximo
Dos portões que tu anseias,
Inescapavelmente guarnecidos
Por sombras que procuras superar
Com teu potente Sol,
Um Sol que a percorrer o azul dos altos
Em si possui lembranças de negrumes
Criados pelos numes abissais
Que comandam a Torre que desejas.
Para que ela se expanda
P'ra fora do Submundo,
Deves tomá-la para ti, de assalto
Vestindo o manto púrpura
E a máscara vulpina de mil cores.