I
ALEXANDER STAJMEVIT
Postas ao chão - são corpos desovados
As estradas de relva e antigos templos;
Elas nos conduziam à tal Torre
Da qual só existem fracos fragmentos
Presentes não nos campos de crisálidas,
Mas sob a silhueta gravemente
Esculpida de um Monte; pois a Torre
Estende-se p'ro infindo do Subsolo,
Uma terra purpúrea de Paixões
Que consumirão, mesmo se abaladas,
Mesmo se acorrentadas aos lugares
Fixos e decadentes,
Ferramentas criadas
P'ra mudar nosso Espírito,
Nascido de espirais que em tudo sopram,
Lugares onde vivem
Monarcas que se negam, até no Fim,
A abrir mão de seus mantos e coroas,
A ceder seus mais áureos, puros cetros
Para que outros conduzam a Sinfonia
Com movimentos leves como cisnes
Singrando uma azulada imensidão
Que estes nunca tiveram, e não terão
Pois já é tarde demais para mudarem.
Ao longe, o Crepúsculo, a marchar
Findará esta vossa Era, já perdida,
E começará a nossa, retumbante.
O Conformismo fétido será
Perfurado; e será a Torre uma lança,
Surgindo dos recessos;
Já este nosso peito,
Morada de um sombrio Coração,
Refestelar-se-á com o Vigor
Do sagrado farol que vem da Torre,
Emitindo sua Chama, seus Rubis
Nas casas e nas ruas,
Nas montanhas, nos mares,
Na face de aliados
(Sereis recompensados),
Nas costas de inimigos
(Sereis enfim punidos).
Hás de reconhecer que Razão tenho,
E o que a Razão fornece-nos senão
O nascer de um Sol novo que nos guia
Em direção à Potência mais aguda,
Que, assim como nos canta Martins Rex,
É um perfeito insurgente contra a Noite,
Mas a Noite a sangrar em nossas Almas,
Uma confusa Noite,
O prenúncio total
Da certeza do Dia.